Apostas gringas

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Publicado em: 25/06/2015
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Com a proximidade do Draft da NBA de 2015, sempre vem à tona aquela rotineira expectativa internacional sobre “quem será o próximo Dirk Nowitzki?”. Tempos atrás, esta questão teve vários candidatos para assumir o posto, como por exemplo, Jan Vesely, Andrea Bargnani, Nikoloz Tskitishvili, etc. Neste ano, a esperança recai sobre 2 jovens jogadores: o letão Kristaps Porzingis e o croata Mario Hezonja.

Mas apesar de ambas promessas estarem projetadas para ser escolhidas nas primeiras 10 posições do Draft – que finalmente não terá o Cleveland Cavaliers entre elas – que acontece na noite desta 5ª feira (dia 25/06), os números dizem que não é tão fácil selecionar um jogador estrangeiro no processo. O alemão Dirk Nowitzki e o espanhol Pau Gasol foram os primeiros europeus a serem escolhidos no Draft. E além disso, ambos se tornaram jogadores All-Stars. Desde então, 16 europeus foram selecionados na noite do Draft e nenhum deles fizeram parte do evento do All-Star Game.

A partir de 1998, quando Dirk foi escolhido pelo Milwaukee Bucks na 9ª posição e trocado para o Dallas Mavericks na mesma noite, 21 % dos selecionados no Draft vindo de universidades americanas foram integrantes do All-Star Games ao menos 1 vez (41 do total de 194 jogadores). Entretanto, 11 % dos europeus escolhidos na loteria desde 98 se tornaram um jogador All-Star (2 do total 18 jogadores).

Incluindo todas as escolhas estrangeiras no Draft, 13 % (3 de um total de 23 integrantes) se tornaram All-Stars: Nowitzki, Gasol (selecionado pelo Atlanta Hawks na 3ª posição no Draft de 2001 e envolvido em uma troca na mesma noite para o antigo Vancouver Grizzlies) e o gigante chinês Yao Ming (lembrando que um jogador estrangeiro é definido como um jogador não-americano que não jogou por alguma universidade norte-americana). Depois da escolha de Yao em 2002 pelo Houston Rockets na 1ª posição, 19 jogadores estrangeiros foram selecionados no Draft e nenhum deles se tornaram All-Stars.

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O chinês Yao Ming foi o último dos jogadores estrangeiros escolhidos no Draft da NBA desde 1998 a ser um ‘All-Star’.

Para as equipes que não tem escolhas entre as primeiras posições, faz sentido apostar suas fichas – aproveite e participe das promoções de basquetebol, acessando a Bet365 – em um jogador estrangeiro ao final da 1ª ou 2ª rodada. Inclusive, muitos destes jogadores deram grandes retornos para suas franquias, como por exemplo o francês Tony Parker (escolhido na 28ª posição pelo San Antonio Spurs em 2001), o argentino Manu Ginobili (escolhido na 57ª posição pelo San Antonio Spurs em 1999) e o espanhol Marc Gasol (escolhido na 48ª posição pelo Los Angeles Lakers em 2007 e trocado para o Memphis Grizzlies em 2008).

Porém, na última década, ficou mais do que evidente que as chances são melhores para quem escolheu jogadores das universidades americanas do que aqueles que fizeram apostas gringas no Draft da NBA. Para se ter uma idéia, desde 2000, 17 treinadores da NCAA tiveram pelo menos 5 jogadores que jogaram na liga após serem selecionados na 1ª rodada do Draft. Entre os técnicos com mais escolhas estão John Calipari de Kentucky (19), Roy Williams de North Carolina (17), Mike Krzyzewski de Duke (15), Bill Self de Kansas (14) e Jim Calhoun de Connecticut (14). Vamos aguardar e ver se o “próximo Nowitzki” será da Letônia, da Croácia ou se continuará sendo da Alemanha.

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