Uma nova safra

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Publicado em: 8/07/2015
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A nova safra de jogadores escolhidos no Draft de 2015 da NBA, realizado na noite da última 5ª feira (dia 25/06), podem ser definidos da seguinte maneira: quando jovem, tem receio de se expor, de falhar em algo, pois se importam muito com a opinião alheia, mas quando amadurecem, arriscam e ousam mais, sem ligar para que os outros pensam. Como um grande vinho, estes novos talentos ficarão sim, melhores com o passar das temporadas e não se preocuparão com o barulho feito por eles.

Dito isto, o blog do Draft Brasil avaliou os jogadores selecionados na noite do Draft e enumerou na lista abaixo as melhores (ou as menos ruins, dependendo do referencial) escolhas efetuadas pelas equipes. Se você sentir a falta do talento que sua equipe escolheu, não fique triste, pois o Draft da NBA é uma caixinha de surpresas: quanto mais se espera de um jogador selecionado entre os primeiros, os escolhidos nas últimas posições podem ter mais retorno do que se imagina.

Minnesota Timberwolves – Karl-Anthony Towns (1ª escolha no geral): Apesar do barulho feito ao redor da 1ª escolha no Draft deste ano, era um consenso que os Timberwolves escolhessem Towns, o mais completo jogador disponível na lista. O ex-pivô de Kentucky se juntou a John Wall (Wizards em 2010) e Anthony Davis (Pelicans em 2012) como os únicos jogadores da história da universidade a serem selecionados na 1ª posição. Com uma das piores defesas da NBA, o Minnesota espera que Towns ajude a equipe na carência desta categoria. Após trocar 2 escolhas da 2ª rodada para o Cleveland, os Wolves também escolheram o armador Tyus Jones, que ajudou a liderar Duke ao título da NCAA em 2015 e foi nomeado o MVP da decisão.

Los Angeles Lakers – D’Angelo Russell (2ª escolha no geral): A surpreendente escolha de Russell provou que a franquia está antenada, já que a estratégia do ‘small-ball’ está rendendo frutos – vide o caso do Golden State Warriors. Acostumados a ter pivôs dominantes, os Lakers acreditam que o ex-jogador de Ohio State possa se tornar um futuro All-Star, já que o último armador dos Lakers a figurar em um All-Star Game foi o baixinho Nick Van Exel em 1998 e antes dele, foi o lendário Magic Johnson em 1991.

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Philadelphia 76ers – Jahlil Okafor (3ª escolha no geral): Na Philadelphia, existe uma lenda de que nunca é demais ter pivôs na equipe. E os 76ers fizeram jus a esta história ao escolher o ex-pivô de Duke, Jahlil Okafor. Contando com os pivôs Nerlens Noel e Joel Embiid no elenco, Okafor trará um jogo ofensivo mais elegante, diferentemente dos seus 2 companheiros. Com Embiid ainda se recuperando de uma lesão, Okafor deve entrar na rotação e ter várias oportunidades de mostrar suas habilidades ofensivas, ajudando o ataque dos Sixers, o pior da NBA na última temporada.

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Orlando Magic – Mario Hezonja (5ª escolha no geral): Finalmente, o Magic fez escolhas certas para melhorar uma deficiência da equipe: o aproveitamento de arremessos. Os torcedores esperam que Hezonja, o 1ª croata a ser escolhido entre os 10 primeiros no Draft, dê retorno com seus bons arremessos realizados pelo Barcelona na última temporada européia. Ao lado dele, o Orlando também trouxe outro bom arremessador, o armador Tyler Harvey de Eastern Washington.

Denver Nuggets – Emmanuel Mudiay (7ª escolha no geral): Para a glória dos fãs dos Nuggets, a seleção de Mudiay abre opção de troca pelo essencial armador titular Ty Lawson. Como o Denver está focado no processo de reformulação, a escolha de Mudiay traz força atlética e habilidade de criar jogadas por um armador que sabe defender em várias posições.

Charlotte Hornets – Frank Kaminsky (9ª escolha no geral): A franquia comandada por Michael Jordan continuou seu processo de mudanças ao selecionar o jogador do ano da NCAA e ex-ala de Wisconsin, Frank Kaminsky. Apesar de uma escolha arriscada, já que preteriram outros talentos da lista, os Hornets estão confiantes com a adição de jogadores como Nicolas Batum, Sprencer Hawes e Jeremy Lamb vindos de recentes transações.

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Miami Heat – Justise Winslow (10ª escolha no geral): Considerando a possível decisão da estrela da equipe Dwyane Wade de se tornar um ‘free-agent’, o Heat não perdeu tempo e trouxe um talento produtivo de Duke para o perímetro. Com a escolha de Winslow, o Miami supre suas 2 necessidades: um jogador que traz segurança e juventude no elenco.

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Indiana Pacers – Myles Turner (11ª escolha no geral): O papel de Turner na equipe pode variar. Graças à sua altura, ele pode bloquear arremessos, pontuar embaixo do aro e chutar à distância, um conjunto de habilidades dos modelos atuais de alas na NBA. Ele foi uma valiosa escolha feita pelo Indiana, pois há muitos boatos sobre o elenco dos Pacers atualmente. Caso ele consiga espaço na rotação titular, ele está pronto para assumir sua função, pois é o tipo do jogador que permite encaixar uma variedade de outros jogadores ao seu redor.

Utah Jazz – Trey Lyles (12ª escolha no geral): Com os melhores nomes de fora da lista, os Jazz não tinham muito o que fazer. A escolha de Lyles faz muito sentido como um complemento aos ala/pivô titulares, Derrick Favors e Rudy Gobert. Apesar da sua relativamente baixa estatura, ele pode jogar ao lado de ambos, e se evoluir seus chutes de média distância – como o Utah espera que aconteça – ele vai proporcionar um belo trio ao time.

Phoenix Suns – Devin Booker (13ª escolha no geral): Existe um lema interno em Phoenix de que “é sempre bom ter muitos arremessadores”. Na última temporada, os Suns sofreram com a falta de chutadores suficientes, apesar de estarem classificados entre os líderes em arremessos de 3 pontos convertidos e tentados, porém, ficaram entre os piores em aproveitamento. A esperança é que Booker possa ajudar a melhorar esta categoria em Phoenix.

Oklahoma City Thunder – Cameron Payne (14ª escolha no geral): Apesar de não estarem acostumados com escolhas no Draft e já considerados como franco favoritos ao título da NBA na próxima temporada, o Thunder pôde ser seletivo em qual talento queriam acrescentar ao elenco. E Payne caiu no colo deles, sendo considerado um reserva seguro e sedento por atacar as defesas adversárias, ao melhor estilo do armador titular Russell Westbrook.

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Milwaukee Bucks – Rashad Vaughn (17ª escolha o geral): Os Bucks focaram sua necessidade por um criador ofensivo e não perderam tempo ao selecionar Vaughn, após ele impressionar nos treinos antes do Draft. As projeções dele foram médias depois de sua temporada caloura de altos e baixos na NCAA. Mas sua mecânica de arremessos acabou rendendo frutos, sendo o 2º jogador mais jovem a ser escolhido no Draft (atrás apenas de Devin Booker). Se bobear, ele pode assumir a vaga de O.J. Mayo em Milwaukee.

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Houston Rockets – Sam Dekker (18ª escolha no geral): Para muitos, Dekker tem um alto QI de basquete, além de ter a capacidade de jogar em várias posições, mas sobretudo, será um ala reserva a ser bem aproveitado. Com uma capacidade de finalizar, ele melhorou seu aproveitamento de chutes de fora durante as temporadas em Wisconsin. Outra sólida adição foi Montrezl Harrell, pois acrescenta mais um reserva na posição de ala de força, dominada por Donatas Motiejunas e Terrence Jones.

Toronto Raptors – Delon Wright (20ª escolha no geral): Com a saída de jogadores essenciais, como Greivis Vasquez e Lou Williams, os Raptors resolveram logo o problema ao escolher Wright, que pode potencialmente formar uma bela dupla na armação ao lado de Kyle Lowry. Alto e com uma boa defesa, ele traz um conjunto de habilidades que a equipe precisa extremamente.

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Dallas Mavericks – Justin Anderson (21ª escolha no geral): Anderson tem o biotipo de um jogador da NBA, uma excelente impulsão e melhorou drasticamente seu aproveitamento nos arremessos de 3 pontos. Ele poderá ter a chance de ser um jogador qualificado já que é considerado uma ameaça imediata na defesa e nos chutes de longa distância. Isso pode trazer um enorme sucesso para ele e para a equipe.

Chicago Bulls – Bobby Portis (22ª escolha no geral): Portis não vai suprir a maior necessidade do time de imediato, a de uma armador reserva, mas a maioria dos alas de força dos Bulls estão velhos, por isso a escolha por ele faz sentido. Além disso, ele sabe pegar rebotes e pontuar, além de finalizar embaixo da cesta, significando que se encaixará facilmente ao esquema de jogo do novo treinador Fred Hoiberg.

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San Antonio Spurs – Nikola Milutinov (26ª escolha no geral): Quando você está na parte de baixo da 1ª rodada do Draft, é mais desejável descobrir algum talento do que focar nas necessidades da equipe. Especialmente quando a equipe não possui grandes pontos fracos. Os Spurs estão acostumados a selecionar jogadores nas últimas posições e desenvolvê-los. Não fique surpreso se Milutinov não pisar nas quadras pelo San Antonio na próxima temporada. Eles simplesmente continuar pensando no futuro.

Brooklyn Nets – Chris McCullough (29ª escolha no geral): Após algumas negociações, os Nets saíram bem satisfeitos com a escolhas de McCullough e Rondae Hollis-Jefferson. McCullough pode conseguir algo especial a longo prazo, já que se recupera de uma lesão no joelho que pode o deixar de fora por toda a temporada. Já Hollis-Jefferson, que veio em uma troca com os Trail Blazers por Mason Plumlee, ajudará na defesa, mas precisará melhorar muito seus arremessos de fora do garrafão. De toda forma, os Nets precisavam buscar atleticismo e estatura. E fizeram isto na noite do Draft.

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