É disto que precisamos ? Até quando ?

Leio no blog “Bala na Cesta”, do jornalista Fábio Balassiano, a seguinte declaração da Diretora de Seleções da CBB, Hortência Marcari:

“Demiti o Ênio por causa do Pan, sim. É inadmissível usar o Pan-Americano para fazer testes. Aquilo me irritou profundamente. Quer fazer testes, que os faça lá no Vitória-Basquete time dirigido por Ênio Vecchi no NBB de 2010/11)”

Me desculpe o Bala por trazer este trecho acima de seu blog, porém é mais do que necessário repeti-lo. Aliás, deveríamos repetir para todo o mundo do basquetebol ouvir e ler quantas vezes fosse necessário, do atleta mais jovem e seus pais, aos mais experientes e veteranos.

Sim, o Pan-Americano, competição de valor reduzido nos tempos atuais, competição que no masculino levamos garotos de 19, 20 anos para ganhar experiência e sentir como é defender o Brasil (e sim, deve ser especial para todos eles) e para alguns destes jovens, o primeiro contato, esperamos, de longos anos à serviço do selecionado. Mais do que correto, mais do que sensato. Talvez, a única coisa sensata feita no masculino neste torneio continental.

Mas não, no feminino, que praticamente não existe no país, aí não, não podemos realizar testes, pensar em uma renovação, ainda que forçada no Pan Americano ?

Caros senhores, não podemos pensar em testes durante o Pan ?

Teria Hortência mandado embora Rubén Magnano, caso diretora do masculino fosse, após o pífio Pan que realizamos ? O argumento estaria em cima da mesa. E coincidentemente, Ênio fez um brilhante Pré Olímpico Feminino, como fez Rubén com o masculino. Bom que Vanderlei Mazzuchini não aprendeu administrar na mesma escola de Hortência, que por sinal, demonstra ser de péssima qualidade.

Mandar embora Vecchi por um Pan-Aamericano não faz o menor sentido lógico. Aliás, mandar embora um treinador experiente para começar um teste (este teste pode ?!), uma experiência com Luiz Cláudio Tarallo, bom treinador na base, porém sem nenhuma experiência concreta no adulto e que treinará o time em Londres-12, isso sim é um exemplo de administração ?! Claro que não.

Mandar embora Vecchi, que atropelou todos os adversários em um Pré Olímpico sem a menor dificuldade e manda-lo embora por testes que provavelmente não deram certo em um Pan, bem, isto tem nome: é uma palhaçada.


É pífia a administração de Hortência à frente do basquetebol feminino. Até quando ?

Não existe direção, rumo, qualquer sequência lógica no basquetebol feminino desde quando Hortência Marcari assumiu o comando, sem saber administrar absolutamente nada. Foi mais um teste e uma invenção de Carlos Nunes, que neste caso, não deu, não está dando e dificilmente dará certo.

Pior do que isto, Hortência demonstra total desprezo por quem tenta fazer basquetebol no Brasil. Mesmo com todos os erros do planeta que possam ter cometido, o Vitória Basquetebol merece o respeito por quem deveria zelar pela modalidade, porém ganha o desprezo, o nojo, a zombeira.

Mas não me surpreende que isso aconteça dentro da CBB.

Com carta branca para fazer e falar qualquer bobagem, Hortência tem feito e falado bobagens. Nada além deste script ridículo que se desenhou no basquetebol feminino.
Porém, por um momento, mesmo que um segundo que fosse, Carlos Nunes deveria vir a público para liderar a entidade, afinal, os votos que teve foram para isso (Porém, vindo das Federações Estaduais, devemos sempre esperar pelo pior.)

Na omissão de Nunes, sobram as bobagens de Hortência. Na falta de liderança, sobram as imbecilidades que alguns acreditam e pasmem, acham corretas. Na falta total de respeito ao basquetebol e seus profissionais, sobram atitudes lamentáveis como esta, que infelizmente, não é a única e não é uma novidade.

Será que é isto aí, que precisamos para colocar o basquetebol nos trilhos ? Não nos trilhos das vitórias, medalhas de ouros, conquistas de mundiais em todas as categorias (pois deste trilho, já estamos longe até demais) mas nos trilhos da decência, pois esta nos falta no basquetebol, em todos os níveis desta modalidade dentro do país, porém no mais alto deles, se espera sempre o bom exemplo e se espera sempre o melhor.

Minas vence Limeira em belo jogo na capital mineira

Quinta à noite, Rafael Menta e eu seguimos à Arena Vivo, porém com certo atraso, mas conseguimos chegar às vinte e uma horas ao local. Na conversa pré jogo, imaginamos que Limeira tinha certo favoritismo, mas que o Minas, se jogasse com a mesma qualidade que fez contra o Flamengo, poderia complicar e fazer um bom espetáculo. Feriado em Belo Horizonte, jogo às 21 horas, pouco mais de 300 pessoas compareceram ao ginásio. Pesa contra ao time mineiro, em qualquer análise, a falta de experiência de alguns atletas, algo que não é a culpa de a ou b, simplesmente é a vivência, nada além disso.

E o jogo começou com equilíbrio. Limeira e Minas trocando pontos, porém sem terem defesas fracas. As defesas, aliás, marcam pressionadas desde a quadra defensiva da equipe adversária, importunando bastantes os armadores. Algo que é raro em nosso basquetebol. Além disso, as duas equipes atuam com dois armadores em seu plano inicial, Limeira até com três na quadra. Conversamos com os técnicos, após o jogo, sobre este assunto. (As entrevistas estão no final da reportagem).

Após um primeiro período com vitória de quatro pontos para o Minas, no segundo o equilíbrio permaneceu mas com Limeira tomando a dianteira do jogo, por um ponto. Neste momento, o jogo ganhava em emoção e também em confusões arquitetas pela arbitragem, que esteve mal, muito mal para ambos lados. Atrapalhou o Minas, atrapalhou Limeira e por pouco, muito pouco, não atrapalhou ao espetáculo. O basquetebol não pode se dar ao luxo de conviver com a falta de critério neste nível que assistimos.

Minas e Limeira em ação na Arena Vivo

Minas e Limeira em ação na Arena Vivo


Minas e Limeira em ação pelo NBB4

O terceiro período parecia ser o momento da ruptura do jogo. Limeira entrou melhor, com uma defesa bem postada, atacando com bom controle das ações, sem forçar arremessos, conseguindo se impor. Abriu doze pontos e o Minas pareceu perdido, aliás, parecia uma reprise do que houve em Uberlândia, dias atrás, com o time da capital mineira, quando o jogo foi parelho por quase toda partida e em três, quatro minutos, colocaram tudo a perder.

Se o filme da partida de Uberlândia passou na cabeça dos jogadores, ninguém saberá, mas que a recuperação que ocorreu naquele dia, no segundo período, foi semelhante a que ocorreu no quarto, isso é certeza. E mais do que isso, o descontrole tomou conta de Limeira, que viu a diferença ruir no marcador e chegar a apenas cinco pontos (70 x 65) quando Demétrius pediu um tempo.

Mas, o que se viu a partir dali, foi um total equilíbrio de ações, mas com Limeira na frente. Dentro do minuto final, quatro pontos atrás no marcador, Leandro acerta um tiro de três faltando vinte e um segundos para o final. Limeira tem a posse, um ponto de vantagem e falta em Eric Tatu, que cobra dois lances e erra um. Mark infiltra com nove segundos restando e sofre falta. Sem picar, concentrado ao extremo na partida, converte os dois lances livres. Na reposição, Limeira não consegue converter, prorrogação, empate no tempo normal em oitenta e seis pontos.

Uma partida de bom nível e emocionante com decisão na prorrogação

Uma partida de bom nível e emocionante com decisão na prorrogação


O vencedor foi conhecido apenas na prorrogação

No começo do tempo extra, o placar se manteve apertado, com o Minas em um momento melhor, com apoio da torcida presente conseguiu se aproximar da vitória. Faltando vinte e oito segundos, em um erro de Eric Tatu, seguido por uma falta do armador, Minas abriu três pontos, com dois lances livres corretos de Gonzáles. Benite e Ronald Ramon ainda tentaram o empate, porém sem sucesso.

Minas 96 x 93 Limeira, segunda vitória do time de BH em seis jogos, a primeira em casa e segunda derrota de Limeira em cinco partidas.

Taticamente

A partida contou com componentes táticos interessantes. Limeira atua com dois armadores de saída: Ramon e Benite. Por vezes, três ao mesmo tempo: uma vez que tem Neto e Eric no banco e ambos estão na rotação. Além disso, apenas um pivô na quadra, porém Daniel Alemão ou André Bambu tem mobilidade para correr pela quadra e se apresentarem não somente ganhando espaço debaixo do aro.

A garantia de um passe melhor, maior velocidade e agilidade na defesa e segurança na transição pode ser dos motivos que explicam a quantidade de armadores. No fundo, com fundamentos mais bem polidos, os armadores estão ganhando espaço e tempo de jogo, erram menos, ou seja, não devolvem a bola ao adversário por erros técnicos.

Pelo lado do Minas, dois armadores, um pivô, dois laterais, num modelo que até aqui não é usual no país, mas que começamos a ver outros times fazendo. Interessante notar que as características dos armadores são diferentes, com Gonzáles realizando mais chutes, com mais liberdade para tentar uma jogada individual, porém, ao mesmo tempo, a combinação de ambos na quadra é muito bom.

Não seria justo dizer que as defesas foram fracas na partida, ainda assim, os números de erros foram dentro de um limite aceitável, 11 para o lado mineiro, 13 para o lado paulista, em quarenta e cinco minutos de ação. A pontuação foi alta no tempo normal, o que soa como uma incoerência: pontuação alta, defesa forte ? Mas, acredito que a qualidade ofensiva este presente, Gonzáles por exemplo desceu ao poste baixo por algumas vezes, algo que pouco vemos um armador fazer em solo brasileiro. Pouco para não dizer nunca. Existe o crédito ofensivo. O jogo foi emocionante, mas o nível esteve bom.

O número de faltas terminou em 27 para o Minas, contra 29 de Limeira, o que até ajuda à explicação das defesas mais sólidas, pressionadas, porém, com a falta de critério da arbitragem e uma quantidade exagerada de faltas anti-desportivas e técnicas, posso dizer que existiu um pequeno aumento em relação à realidade da partida. A arbitragem não foi bem, porém não tem sido boa em vários locais do mundo, é um problema que não é exclusivo do nosso basquetebol por mais que imagine que é. Mas, não comprometeu o vencedor, longe disso. É apenas contextualizar que poderia ter sido melhor e evitado algumas marcações que ninguém no ginásio compreendia.

O lado ruim é o excesso de jogadas. Ainda somos reféns das mesmas, porém não culpo os treinadores, jovens e talentosos por isso. Tudo é um processo. Até dois, três anos atrás, era impensável ver times com dois armadores na quadra, um pivô apenas, laterais mais qualificados e com bons fundamentos, além do chute. Hoje, as duas equipes tem dois, três armadores em quadra e com boa organização. Daqui a pouco, veremos menos jogadas pranchetadas, menos desenhos e coreografias e mais leitura de jogo e soluções improvisadas. Os dois jovens técnicos estão neste processo, que por vezes é lento, mas estão em crescimento e provam ao atuar com uma quantidade não convencional de armadores, que é possível sonhar com dias melhores para o nosso basquetebol.

Abaixo as entrevistas com os técnicos Demétrius e Raul:

- Entrevista com Demétrius, técnico de Limeira:
demstrius

- Entrevista com Raul, técnico do Minas:
raul

4ª Rodada do NBB4

A quarta rodada nos contemplou com sete jogos. Além dos acontecimentos do jogo entre Flamengo e Brasília, relatados no texto logo abaixo deste, aqui no Draft Brasil, tivemos a queda do até então invicto Uberlândia (perdeu para o Paulistano em SP). Também tivemos o duelo entre Bauru e São José, agora com apenas Bauru invicto no torneio. Liga Sorocabana e Tijuca venceram o primeiro jogo, deixando Joinville e Minas Tênis sem vitórias no torneio.
Por fim, a vitória do Pinheiros sobre Franca e Limeira sobre Vila Velha. Abaixo, uma breve passagem pelos resultados:

Em Belo Horizonte, o Tijuca foi melhor em todos os períodos, limitou o Minas a nove pontos no primeiro e ridículos sete no terceiro. Com isso, venceu a partida por 73 x 62. O pivô Coloneze terminou com 18 pontos e 9 rebotes e o armador Manteguinha terminou com 14 pontos, 3 rebotes e 3 assistências. Pelo time da casa, o armador Luciano Gonzales terminou com 19 pontos, 5 rebotes e 5 assistências. A lateral Rodrigo terminou com 7 pontos e 9 rebotes e Cauê fez 10 pontos, 3 rebotes e 3 assistências.

A Liga Sorocabana venceu Joinville por 77 x 63. O pivô Mineiro foi o grande destaque da partida, com 18 pontos e 10 rebotes. Sem resposta para a boa atuação do pivô, Joinville contou com Audrei e André, ambos com 16 pontos. O garrafão foi dominado pelo pivô da equipe sorocabana, que apesar de ter feito cinco faltas, recebeu outras cinco e foi o destaque desta primeira vitória da equipe no torneio.

Limeira não tomou conhecimento de Vila Velha e mesmo fora de casa venceu por 99 x 51, a maior diferença de pontos até aqui no torneio. Seis atletas de Limeira fizeram mais de 10 pontos, mas o pivô Daniel Alemão foi o grande nome, com 11 pontos e 10 rebotes.

Pinheiros venceu Franca, em São Paulo por 102 x 69. Na estréia do trio norte-americano, Franca não viu a cor da bola. o segundo período, por exemplo, terminou 28 x 13 para o time da casa. Os destaques foram Mineiro, que em 20 minutos, finalizou com 22 pontos, 5 rebotes, 2 assistências, 4 tocos, 2 bolas roubadas, ou seja, completo. Paulinho, em 15 minutos, conseguiu 9 pontos e 8 assistências, desempenho fantástico do armador. Pelos visitantes, William Drudi conseguiu 11 pontos e 12 rebotes e foi o destaque isolado.

Com um último período vencido por 32 x 21, Bauru venceu São José (84 x 78) e se mantém como o único invicto do NBB4. O time de Bauru teve em Douglas Nunes sem grande destaque, 29 pontos, 9 rebotes e 3 assistências. Larry Taylor fez 10 pontos, 5 rebotes, 7 assistências e 2 roubos, mas foi eliminado com 5 faltas. Henrique Pilar terminou com 8 pontos, 6 rebotes e 4 assistências. Os destaques do adversário foram Dedé 18 pontos e 4 rebotes e Murilo, 23 pontos e 9 rebotes. Uma pena a televisão transmitir apenas um jogo na rodada. Este, com certeza, muitos fãs do basquetebol teriam assistido com prazer !

Paulistano venceu o ex-líder do NBB4, Uberlândia por 94 x 81. Mesmo com 22 pontos, 3 rebotes e 4 assistências, Robby Collum não conseguiu conduzir sua equipe à vitória. Renato, disparado a grande surpresa desta temporada até aqui, com 15 pontos, 6 rebotes porém 5 faltas cometidas, foi um dos destaques da equipe de São Paulo. O pivô Felipe terminou com 17 pontos e 12 rebotes, foi outro bom nome do time. O terceiro período, com vitória por 33 x 19 para o Paulistano, foi determinante na vitória. O trabalho de Gustavo De Conti nesta temporada já merece maior atenção e elogios.

Flamengo venceu Brasília, no jogo conturbado pela umidade da quadra. Marcelinho foi o melhor, com 25 pontos, 9 rebotes e 8 assistências, além de3 roubos. Pelo lado de Brasília, Rossi e Fábio fizeram 20 pontos e foram os destaques.

O basquetebol brasileiro escorrega

Flamengo e Brasília jogaram agora à pouco, no Rio de Janeiro e o placar foi de 110 x 72. Claro, qualquer fã do basquetebol que olha para um placar deste em um jogo com estas duas equipes, ficaria assustado, afinal,
o que houve ? Um chocolate deste nível, no encontro de dois favoritos é algo tão raro de acontecer, que surpreende.

Para ser sincero, coloquei na partida com quinze minutos de atraso, após o treino do GP Brasil de Fórmula-1 e os titulares de Brasília estavam todos no banco. A discussão da dupla de transmissão da Sportv era apenas uma: Por que Vidal mantinha os atletas no banco. Com o final do primeiro tempo, o técnico de Brasília, José Vidal teve a palavra e em sua entrevista afirmou que o piso estava escorregadio e não poderia manter os titulares, ou seja, arriscar uma lesão nos seus elementos mais importantes.

Concordo com Vidal. Se a quadra não tem condição de jogo, os atletas não jogam e o jogo acaba sem começar. Porém, não se pode escolher entre A ou B, para jogar no sacrifício. Ninguém deveria ter pisado na quadra. Uma lesão em Rossi tem a mesma importância do que uma lesão em Alex Garcia. Neste ponto, discordo do técnico da equipe brasiliense. Repito, se Alex não jogou, Rossi não deveria ter jogado, nem o garoto Ronald, nem ninguém.

Sei que a discussão será intensa. Afinal, o jogo ocorreu e ótimo, ninguém se machucou. Mas, sempre ficará a dúvida: e se alguém tivesse machucado ?


Mais uma vez escorregamos, dentro e fora de quadra

Aí entra a organização. Não é a primeira vez que vivemos uma situação de piso escorregadio pelo NBB.

Nota do autor: Em 26 de fevereiro de 2011, ou seja, apenas nove meses atrás, ocorreu a mesma coisa, porém de forma aparentemente mais grave (uma vez que atletas deslizavam pelo piso descontroladamente) e nada foi feito e o pior, o jogo também realizado. Ninguém se machucou também, mas poderia e claro, a vitória de Vila Velha sobre Limeira, naquela data, também não mascara a vergonha do acontecido.

Quais medidas irá tomar a LNB ? Irá apenas confiar no relatório dos árbitros e nada mais será feito ? Nenhuma vistoria será realizada ? Irá confiar que o piso tinha condição e Brasília fez uma mera opção ?

Irá fechar os olhos para o texto escrito em seu site oficial, que assim está: “Antes do início da partida, uma forte chuva atingiu a cidade do Rio de Janeiro o que, aliado ao forte calor, elevou a umidade, deixando a quadra escorregadia em alguns pontos“. Mas a quadra não pode estar escorregadia em ponto algum. Ou pode ?

A vergonha, reincidente, que o basquetebol brasileiro passou na tarde de hoje deveria ser a última por este motivo. Não é possível que as coisas ainda sejam feitas de qualquer forma, para agradar Y ou X, para fingir que somos organizados, para fingir que temos uma liga, para “passar na televisão”. Não existe desculpa para o ocorrido. A diferença entre a nossa liga e as que estão à nossa frente, normalmente, é esta. Lá, não tem desculpas, as decisões drásticas são tomadas; os erros, corrigidos.

E ao torcedor, o que falar ? O torcedor que pagou para ver um duelo entre dois dos melhores times do Brasil, viu um bate bola. Não existiu jogo. Quem viu pela televisão (eu vi), se desinteressou rapidamente, afinal, qualquer reprise de seriado era melhor do que ver uma partida que não era real. Logo, qual argumento lógico para se manter um jogo como este ? Era melhor cancelar, jogar amanhã, jogar com uma hora de atraso, jogar no começo da noite, devolver ingressos, avisar à televisão que o jogo não iria ocorrer, enfim, tomar qualquer decisão das mencionadas ou oturas possíveis que não listei, mas jamais realizar a “partida” nestas condições.

Ainda temos o velho hábito de querer ficar bem com todo mundo. De sobreviver à base dos tapinhas nas costas e sorrisinhos de canto de boca. Temos o velho hábito de não querer colocar o dedo na ferida e resolver o problema de uma vez por toda. O que ocorreu hoje no Rio de Janeiro é tão lamentável quanto o ocorrido em 26 de fevereiro no Espírito Santo. E de lá para cá, nada mudou. Nove meses jogados no lixo. No grande teste de organização para basquetebol brasileiro, mais uma vez, fomos reprovados.

Além disso, o placar novamente deu problema. Porém com isso, estamos tão acostumados que passa despercebido em um jogo sem piso escorregadio, parece que já faz parte do show.

Uma pena, hoje não existe um vencedor e quem perde e de muito, é o nosso basquetebol. Mais uma vez.

4ª Rodada do NBB4: Grande clássico e outros seis jogos

A quarta rodada do NBB4 será marcada pelo encontro de Flamengo e Brasília, no Rio de Janeiro, daqui a pouco, às 15 horas e outros seis jogos.

Pelo grande destaque da rodada, Brasília ainda não perdeu no torneio e terá o adversário mais complicado até aqui. Um grande teste para sabermos em que ponto está o bi-campeão nacional. Pelo que produziu nas duas primeiras rodadas, a equipe parece muito bem entrosada, como de costume e quando seus principais nomes estão acessos, tem sido difícil encontrar uma solução para vence-los. Pelo lado rubro-negro, uma vitória representa uma possível arrancada, uma vez que o a moral elevada por vencer o clássico se mantém para os próximos jogos. Sportv transmite o jogo ao vivo.

Os outros jogos começarão as 18 horas. Minas Tênis recebe o Tijuca, em Belo Horizonte. Para o jovem time do Minas, a expectativa é vencer o primeiro jogo no torneio. Curiosamente, mesmo objetivo do Tijuca, que em três jogos ainda não venceu nenhum.

Franca poderá estrear o trio norte-americano, hoje à noite em São Paulo, contra o Pinheiros. O time paulistano vem de derrota para Uberlândia e Franca não atuou na última rodada (jogo marcado para dia 28/11 contra Paulistano). Franca tem um jogo e uma vitória, Pinheiros três jogos e duas vitórias.

Outro grande jogo da rodada é Bauru contra São José. Dois dos melhores times do interior de São Paulo e ainda invictos no Nacional, ambos com duas vitórias em dois jogos. Pela noite, uma das equipes irá cair em um jogo em que o mando de quadra poderá fazer diferença.

Liga Sorocabana recebe o Joinville para tentar vencer a primeira no torneio. O time do Sul também não venceu, após dois jogos, porém a expectativa é que a experiência de Shilton, Tiagão e Audrei façam a diferença nesta noite para os visitantes.

Limeira jogará fora de casa contra Vila Velha. Após folgar na terceira rodada do torneio, o time do interior paulista tentará sua segunda vitória no torneio e Vila Velha, com o mando de quadra, busca a segunda vitória em três jogos.

Finalizando a rodada, o Paulistano joga em casa contra Uberlândia. Invicto, o time mineiro quer sair da sequência de jogos na capital paulista ainda na liderança do torneio. Por outro lado, após fazer dois jogos no Rio, o time casa estréia em sua terra, buscando a segunda vitória no torneio.