Sete notas sobre o dia 1 dos playoffs do NBB
Primeira: Moncho e Neto estiveram em São Paulo e depois em Limeira e tiveram a oportunidade de ver o melhor do basquete nacional. Em entrevista ao Sportv, o espanhol explicou que se ausentou porque não queria interferir no processo de eleição. Não gostei do sumiço durante todo esse tempo, mas se seu compromisso na seleção é somente convocar e treinar o time principal, não haveria mesmo motivo pra ele estar aqui esse tempo todo assistindo à fase de classificação.
Segunda: Hoje era a partida decisiva para o Pinheiros. Apostei em 3-1 acreditando numa vitória hoje, na abertura, em casa. Não conseguiram e correm sérios riscos de não mais verem sua torcida. A expectativa da varrida é total.
Terceira: Embora eu goste da maneira que o Pinheiros promoveu as suas partidas, contando inclusive com atrações especiais para hoje, por exemplo, é de certa maneira um alívio que as partidas não sejam mais realizadas na capital paulista no NBB. Por incrível que pareça, no centro financeiro do país é o lugar mais clandestino para se saber do basquete. A imprensa paulistana não dá a mínima pra modalidade e quando o jogo não é televisionado pela emissora parceira, só nos resta as lentas estatísticas online. Uma lástima. Já enviei emails para a Folha e o Estadão reclamando. Não surtiu efeito.
Quarta: Aconteceu tudo de novo: Marcelinho impossível. 40 pontos e mais números inflados. As defesas brasileiras não conseguem mesmo achar resposta para a chuva de três pontos. Quando o arremessador é competente, é isso o que acontece. A crítica não pode ser pelo número de chutes, mas sim no buraco das defesas.
Quinta: Sem querer ser chato e repetitivo, mas já sendo: o time de Limeira chama Winner. A torcida deixa isso claro cada vez que grita suas canções de apoio. Não é Limeira, ok? É Winner. Chamá-los de Limeira é mais ou menos como chamar o Avaí de Florianópolis. Em tempo: quanto custa para mandar uma equipe ao ginásio? Topo iniciar uma campanha para arrecadar fundos para a poderosa emissora a fim de tentar animar um pouco a transmissão. Jogo a essa hora da noite com o ânimo de Roby e Bira é um convite ao sono.
Sexta: Eu acho Alberto Bial um cara legal. Quando inspirado, é até poético. Mas eu realmente preferia que ele conversasse com seu time menos na base do “vamo lá”. Ou isso, ou que não transmitissem mais os tempos técnicos. É um pouco constrangedor 70% das vezes que filmam o banco, o treinador se empenhar em motivar a equipe. Se jogar playoff não for motivação o suficiente, vão praticar esportes radicais. Além disso, é inadmissível que a explicação primeira da derrota seja: “nosso americano não teve bom aproveitamento”.
Sétima: Betinho e Fiorotto (e um pouco menos o Teichman) salvaram a pele de Renato, Nezinho e Shamell. Os dois primeiros enrolados por faltas bobas e o outro ainda sem ritmo ficaram aquém do esperado e contaram com a ajuda salvadora dos coadjuvantes para abrir o playoff com vitória em casa.

May 17th, 2009 at 12:14
Fala Guilherme! Concordo plenamente com sua quarta observação: a crítica deve ser feita às defesas, moles por demais, e que usam e abusam das zonas convidativas aos chutes de 3. Se não tivesse tanto espaço pra chutes de 3, duvido que os jogadores não buscassem mais chutes de dentro.
também estou de acordo com a terceira: de nada adianta fazer uma programação nota 10 para o jogo se só meia dúzia de gatos pingados sabem que vai acontecer. Falta maior divulgação! Nós estamos tentando ajudar, fazer nossa parte, mas somos pequenos, sites especializados… Tem que haver divulgação nas ruas, na TV aberta, em eventos esportivos, publicidade estática.
Mas discordo um pouco da sétima nota, só no tocante ao Shamell: ele realmente está sem muito ritmo, mas foi fundamental para levar a vantagem a 10 pontos no terceiro quarto e, depois, em manter essa diferença a favor pelo resto do jogo
abraço
May 17th, 2009 at 14:03
fala Adriano
Eu acho que o problema dos jogos em SP (capital) são mais da visibilidade dos jogos do que da promoção.
Pelo que vi no Esporte Espetacular, a casa estava bonita, cheia. O Pinheiros fez um belo trabalho promovendo o jogo. O grande problema é que nos tempos de hoje, não pode haver um jogo que queiramos saber o que está acontecendo e a única coisa que é possível saber é assistir via “estatísticas”.
Para isso, há alguns antídotos: uma rádio Pinheiros, uma tv online, um blog oficial do clube. Coisas que façam com que a lastimável inoperância da imprensa paulistana seja anestesiada.
Mas fui injusto com SP. Hoje em Bauru, fiz de tudo pra ter mais informações do jogo e nada. Acho que por isso temos que revenceriar sempre as rádios de Franca e Limeira, que sempre fazem ótimas coberturas.
May 17th, 2009 at 21:06
Renato é mto ruim, zero defesa, só arremessa de 3, força muitas bolas! Ele é um Marcelinho bem piorado.
May 17th, 2009 at 21:36
De todas as notas, concordo com todas, menos com a quinta. O time não se chama Winner, mas sim Associação Limeirense de Basquete. É o que consta do site da LNB e principalmente do regulalmento. Winner-Limeira é apenas um nome fantasia, e ninguém é obrigado a mencioná-lo, a não ser por força de contrato. Quem você acha que banca as faixas da torcida, afinal…
Embora eu ache horrível, se os patrocinadores fazem tanta questão da exposição do “naming rights” na mídia, paguem a ela por isso. Já deviam negociar com a Globo, ou outra emissora que entrar na jogada, pra próxima temporada…
Abraços!
May 17th, 2009 at 21:49
a grande revelação do basquete brasileiro depois de muito tempo pra mim são o betinho eo paulão
com tempo de quadra o betinho esta mostrando td aquilo q eu acreditava nele
e o paulão dispensa comentarios esta sendo disputado a tapas por clubes europeus tentando convece-lo a sair do clinicas q é do unicaja q naum dá chance a ele de jogar em alto nivel
É INACREDITAVEL Q OS 2 NAUM SEJAM CONVOCADOS
SE CONVOCAREM BABY,CAIO TORRES,DUDA,HLEIO,ARTHUR AO INVES DOS 2 EU TORCEREI CONTRA É SACANAGEM