Virou Loteria

Virou Loteria

Por Henrique Lima

Dia 17 de julho, a LNB divulgou o novo formato de disputa para o NBB3, temporda 2010/2011. Na primeira fase, teremos as 18 equipes disputando 34 jogos, ou seja, turno e returno simples. Classificam para a próxima fase, os doze primeiros, sendo divididos em: 1º ao 4º previamente classificados para as quartas-de-final, 5º ao 12º jogando a primeira rodada dos playoffs. Nas quartas, os vencedores dos duelos de 5º ao 12º enfrentam os times que descansaram. Porém, ao invés de simplificar as semi-finais e a final, a LNB alterou esta lógica. Nas semi-finais, teremos um quadrangular entre as classificadas dos playoffs das quartas e a “série” final será jogada em uma única partida entre as duas melhores deste quadrangular.

Em nosso fórum, tivemos uma discussão sobre o que a LNB propôs. Vocês leitores podem revê-la e participar.

Um dos motivos para que a final seja em jogo único é a participação da televisão, dona dos direitos de transmissão do basquetebol, Rede Globo. Uma forma da empresa transmitir a final em tv aberta, que seria domingo pela manhã em seu programa esportivo semanal.

Não é necessário pensar muito para saber que este tipo de ação pode alterar o trabalho sério de um ano inteiro e coloca-lo na loteria, algo que não deveria jamais ser pensando e se quer colocado em discussão.

Torneios longos,  com duração de meses, onde todas as equipes se enfrentam, terminam em séries finais para termos certeza de que a melhor equipe, de fato conquistou o título. Claro que, podemos ter alguma alterção por uma lesão de um atleta importante ou algum outro evento (suspensão, por exemplo). Porém, a chance destes eventos acontecerem sempre, em uma série de 5 jogos, cai consideravelmente. Em apenas um jogo, realmente tudo pode acontecer. E este é o maior problema.

O argumento simplório e largamente difundidido, “de que no basquetebol não existe zebra”, também não pode ser colocado aqui. Uma coisa é uma série de 5 jogos entre duas equipes completamente antagônicas (primeira colocada e última), outra coisa é a final do campeonato, entre duas equipes equilibradas. Neste caso, o equilíbrio que se espera é mais do que evidente.

Que a LNB se tornou refém dos desejos, mandos e desmandos da Rede Globo após assinar um contrato longo e com garantia prioritariamente financeira, isso é claro, notório e cristaliano. Que a LNB sabia desde o príncipio que as tramissões do basquetebol em tv aberta, ao vivo, seriam poucas (ou nenhuma), isso qualquer um de nós sabíamos.

O que a LNB não deve saber, é que a Rede Globo deixou de transmitir ao vivo, em 2 de maio desde ano, as últimas três voltas do Grande Prêmio de Nova Santa Rita (RS) da Stock Car, ou seja,  deixou na mão milhares de aficcionados por automobilismo apenas para continuar com a programação do seu  “Esporte Espetacular”.

Agora imaginem a seguinte cena: Final do Brasileiro de Basquetebol, jogo único, partida disputa cesta à cesta, jogo em 80 x 80, 2 minutos para o final e a Rede Globo simplesmente corta a transmissão para as “aventuras de Régis Rosling” em qualquer país do planeta falando mais uma vez de futebol e problemas sociais ?

Ou o “salto emocionante de Dani Monteiro em qualquer bumping jumping do mundo”. Imaginem vocês leitores o tamanho da frustração de todos nós basqueteiros se isso acontecesse e o pior, qual seria a reação da cúplua da LNB ?  E  mais, qual a garantia que temos (LNB inclusa) que este fato  não se repita e que com o automobilismo foi algo à parte ?

Mais uma vez, o basquetebol sai como escravo na briga para a “massificação” e a venda do seu produto. Mais uma vez, o basquetebol é subjugado por ele mesmo. Mais uma vez, o basquetebol se vende por muito pouco para quem pouco ajuda a ele, porém, a visão maior é que temos tanta ajuda e que devemos sim, com os pires nas mãos, pedir esmola em qualquer esquina.

Não podemos entender de forma alguma como é proposto um fechamento de um torneio de meses, com uma final única e o pior, é aceito ! Não existe parelelo, em nenhum torneio nacional do mundo de basquetebol (talvez em potências do basquetebol como Honduras, Yemen ou Gabão), que tenha uma final deste tipo.

Aos que vão argumentar que o Mundial, os Jogos Olímpicos, NCAA, Euroliga, Liga das Américas e outros, são disputadas no formato de final única, questiono:

- Tempo de duração destes torneios ?

- Número de participantes ?

- Em quais destes torneios, uma equipe para ser campeã enfrenta todas as outras equipes ?

A comparação do nosso nacional, por modelo, tempo de disputa e número de participantes é evidente que deve ser feita com a liga argentina, espanhola, italiana, para citar três mais próximas do nosso universo. Em qual campeoanto nacional é disputado apenas uma única partida para resolver todo o ano de trabalho ?

Sim, virou loteria saber quem será o campeão nacional de basquetebol da próxima temporada. As duas equipes que chegarem à final devem ter claro na cabeça que, aconteça o que acontecer (erros de arbitragem, atletas lesionados atuando no desespero, faltas violantas evitando uma cesta importante à qualquer custo, jogo horroroso devido o nervosismo que existirá, etc), os dirigentes das mesmas assinaram este ultraje. Logo, que não partam para a briga e nem quebrem o ginásio e as instalações dos mesmos se por ventura algo deste tipo ocorrer.  .

Do nosso lado só nos resta torcer e acompanhar. E claro, exigir ações mais inteligentes de quem comanda o nosso basquetebol. Por exemplo, vamos esperar 2050 chegar para termos acesso aos jogos on line (algo que no sub-13 mineiro já existe, por exemplo), seja para assistirmos ao vivo ou para comprarmos depois e fazermos download ?

Respostas deste tipo, que poderiam gerar mais renda e mais adeptos ao nacional, continuam deixadas de lado. Respostas que colocariam o basquetebol brasileiro dentro do século atual, não são sequer pensadas e cogitadas. Mas, soluções “inéditas”, principalmente que escanraram a burrice e falta de visão, temos aos montes. E ainda são oficializadas por aqueles que sofrerão amanhã com esta loteria armada. Não tem como entender e não tem como não se indignar.

Se para muitos brasileiros, desacostumados com o sistema de playoffs, é um martírio entender o funcionamento do “por que os times jogam 5 vezes contra o outro”, imaginem em um torneio de 4 etapas, todas completamente diferente uma das outras e no final, a grande cereja do bolo, o tão esperado jogo único. Virou loteria ! Desde já, façam suas apostas para saber se isso dará certo.


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34 Respostas para “Virou Loteria”

  1. Ótimo texto, não tem um momento q eu não concorde!

  2. Belissimo texto
    mas ainda axo que vão voltar atras
    e vao manter o regulamento antigo

  3. pois ainda não bateram o martelo qnt ah esse regulamento pessimo de um jogo na final

  4. O Arnaldo, diretor do Fla, já disse que será contra essa maldita final em 1 jogo, e também irá propor que aconteça a semifinal normalmente e tradicionalmente em 5 jogos.

    Vamos ver qualé a força do Flamengo nessa parada.

  5. Mais uma vez bagunça, pra que insistem em regredir? É complicado.

  6. Competição nacional ou Liga, para quem prefere, em todo o mundo, são jogados na fase inicial (regular season), e classificados 8, 12, 16, sei lá quantos, para disputarem em play-offs de, melhor de 3, 5 ou 7 jogos. Torneios continentais, de pouca ou média duração, são disputados através de chaves ou grupos, classificando-se um ou dois para, em outros grupos, disputarem outras fases até chegar no chamado final-four. Aí sim, jogam partidas semifinal e final (em dois jogos). Pelo vista, querem fazer uma mistura dos dois sistemas. Aí quebram a cabeça para tentar descobrir o porque que o basquete não dá certo por aqui.

  7. [...] This post was mentioned on Twitter by Draft Brasil, Draft Brasil and Caio Mayer, Felipe Chaves. Felipe Chaves said: RT @draftbrasil: Virou Loteria – Henrique Lima analisa as novas regras do NBB – http://www.draftbrasil.net/wordpress/?p=3441 [...]

  8. Li declarações do Kouros a respeito, e me parece que o caso é que a questão está sendo pensada apenas a nível comercial, e não desportivo. O formato de séries sempre foi predominante em competições de basquete, com raras exceçoes (vide a Euroliga). A experiência usada pela Globo na Superliga de vôlei pode ter rendido alguns bons indíces de audiência, mas comenta-se que as equipes clamam pela volta ao sistema antigo, também de séries. Gostei do que pensou o Henrique: será que vale a pena arriscar deixar a decisão de transmitir ou não na mão da Globo, a teor do que ela faz com outros esportes? Será que ela não poderia abrir espaço no horário nobre ao menos nas finais? Será que LNB e CBF não podem alterar datas para não concorrerem ao menos nessa época, permitindo uma massificação do basquete também? Não é possível trazer o torcedor de outros esportes para o basquete, a exemplo do que faz com sucesso o Flamengo? Acho que nenhum preço pode ser fixado para o desprestígio do basquete, principalmente entre seus fãs primários, os basqueteiros.

    Abraços!

  9. Obrigado aos leitores pelos comentários.

    Comentando com um amigo sobre este caso, ele fez outra análise que também é bastante interessante.

    Disse ele, imagina a situação de torcedor de um time como Montes Claros (que ocorreu no voleibol) apos assistir todos os jogos em seu ginásio, uma equipe nova, com a cidade inteira torcendo pelo sucesso do grupo e quando vão para sonhada final, a equipe não pode receber a final na sua cidade, pois teremos apenas uma partida em outra cidade, neutra ?

    Qual a vantagem para o torcedor que acompanhou seu time durante todo o torneio ?!? Na hora do melhor espetaculo, ele ficará de fora ??

    Imagina a ‘felicidade’ de quem acompanhou o time de Montes Claros o ano todo e não viu seu time jogando em casa a final.

    Sinceramente, eu acho que esta decisão será péssima para o basquetebol. Até porque, para existir massificação tem que existir primeiro sintonia e identificação com as equipes locais, que são os grandes exemplos para a maioria dos adpetos.

    O volei parece que nao quer mais final única, deve ter uma boa quantidade de motivos. E nós, tentando entrar a qualquer preço neste barco furado.

    Abraços !

  10. E imaginem se um jogo desse vai pra prorrogação!!! a Globo corta na hr e vai passar os apresentadores brincando de “golzim livre” no estúdio pra cumprir a meta do quadro: “Vamos fazer 2014 gols até a copa do Brasil” alguém duvida disso???? Pq eles não devem saber que basquete não tem empate , ou será que vão querer mudar essa regra tbm??? Ridículo!!! Simplismente ridículo!!!

  11. Achei fantástica a decisão da Liga de mudar a final para jogo único e melhor ainda a semi em formato de quadrangular.

    Não vejo como dizer que existe injustiça em uma final entre os dois melhores times do campeonato. Qualquer um que ganhar terá feito por merecer.

    E sobre a possibilidade de lesão, é muito mais fácil o craque do time se machucar numa série melhor de 5 do que em jogo único, então, este argumento não cabe.

    E para quem não lembra, como acabou o campeonato este ano? Jogo único em quadra neutra. E o jogo foi fantástico. Muito melhor que os jogos no Rio, quando o Brasília se guardava para decidir em casa. Os jogos no Rio foram ótimos, né? 200 pontos de diferença.

    Com jogo único, os dois times entram jogando a vida e o jogo fica fantástico.

    E sobre outros pontos, só achei errado falar sem conhecer, mas…

  12. Perfeito Raoni.

  13. Vinicius, claramente você esta totalmente errado, e cego com essas decisões da LNB.

    Como que um jogo único pode ser mais justo do que 5 em casas alternadas?
    Como a torcida irá se beneficiar com essa final? Provavelmente tendo que viajar vários quilômetros para poder ver seu tao adorado time na partida mais importante do ano?
    E se um jogador ficar, por exemplo, resfriado e tiver que perder uma partida? A temporada inteira será prejudicada só por causa desse acontecimento infeliz que veio na hora errada?
    Você realmente acha uma boa idéia arriscar uma temporada inteira de trabalho duro em apenas um jogo?
    Acho q você precisa repensar os seus conceitos!

  14. Roberto, não disse que será mais justo. Disse apenas que pode ser mais emocionante e que não será injusto, pois os dois times que estarão na final serão os dois melhores. É óbvio que o mais justo é melhor de 7, como na NBA…mas o NBB não tem o dinheiro que tem a NBA nem o número de fãs.

    Como atrair mais fãs pro basquete? Passando em TV aberta. Então, eu achei uma ótima decisão, que pode fazer o basquete crescer muito. Ai, daqui uns 4 ou 5 anos, consolidado o basquete como segundo esporte do país e com mais verba, uem sabe não é possível voltar pras séries finais?

    Quem entende de administração esportiva sabe que essa decisão foi a melhor possível para o desenvolvimento e crescimento do basquete no Brasil. Obviamente, alguns sacrifícios devem ser feitos para isso, o que não quer dizer que mataram o campeonato.

    Não acho que ficou melhor, mas pensando em termos administrativos, para quem quer ver o Brasil outra vez entre os melhores, foi o certo.

  15. É muito imaturo imaginar que a transmissão de um jogo da final do NBB vá massificar o esporte. Se isso fosse verdade, o brasil teria centena de milhares de triatletas movidos pela paixão criada pelo Fast Thriatlon de sei lá qual praia do Nordeste. Tem que conquistar a torcida local, é ela que vai pagar ingresso, comprar camisa, lotar o ginásio e fazer uma linda festa. Passar o jogo na Globo não vai mudar em nada o basquete ser conhecido ou não. O volei já está sendo abandonado pela Globo, e olha que os caras ganham tudo uma porrada de vezes.

  16. É, realmente é difícil argumentar com pessoas que tem anos de estudo e vivÊncia em administração esportiva. Tá certo, nada disso vai dar certo e não existe maneira de massificar o esporte. O sertão do nordeste nunca vai poder saber o que é basquete, nem muitos pontos da amazônia que não tem tv a cabo.

    Tá certo, me desculpem mas sou eu quem nunca estudou nada do assunto e não sei do que estou falando. Me perdoem por tentar argumentar com pessoas tão estudadas no assunto.

  17. As pessoas que comentam aqui pensam sempre como torcedoras, ou até com a cabeça de jogador ou técnico. Ninguém consegue pensar que hoje o basquete, assim como todo esporte, é um negócio. E se não tiver dinheiro, não cresce nunca.

    É importantíssimo para o basquete ter jogo na tv aberta, nem que seja 1 só.

    Além de levar o esporte para pessoas que não moram na cidade do time, aumenta as receitas.

    Imagine os flamenguistas que moram no nordeste e nunca puderam ver o time de basquete jogar…ou até mesmo pessoas ue gostam do esporte e não tem tv a cabo. Democratizar o esporte é fundamental.

  18. Parabéns pelo artigo!
    Temos todos que mostrar indignação com situações como essa que não permitem que nosso basquete evolua e massifique. Os dirigentes que deveriam ver isso só estão lá para levar vantagens que imaginamos quais sejam. E quando chegam olimpiadas e mundiais não temos tão boas participações por falta de apoio de quem mais poderia ajudar que é a tv. Infelizmente este é o pais só do futebol. Vergonha!!!

  19. Estou de pleno acordo.
    Mas nada disso que acontece no nosso Basquete me surpreende.
    Pois esse é o paisinho de 3°Mundo em que vivemos…

    Ah, e sabe quando isso irá mudar ???

    R: N U N C A

    é a triste realidade.

  20. Belíssimo texto…

    A LNB, com atitudes como essa, começa a fazer lembrar os tristes tempos de Nacional gerido pela CBB.

  21. Vinícius,
    Nós podemos até não ter anos de estudos de administração esportiva, nem nada disso.
    Além disso a globo iria fazer igual fez no ultimo ano, resolveu transmitir um jogo de basquete, mas só mostrava alguns momentos, outros ela passava reportagens estúpidas, que ninguém fazia a menor questao de ver. Conclusão: Não consegui ver meu jogo de basquete.
    Além disso, a maioria dos jogos de basquete que tem um time com grande torcida, passam no sportv.
    E se um morador do nordeste quiser ver o jogo ele pode simplesmente acessar a internet que passa jogos ao vivo, e eu aposto que será um modo muito mais eficaz de acompanhar os jogos do que pela TV Globo vendo apenas alguns pedaços! Ainda mais a final do campeonato de basquete, seria um fracasso!

    Sobre o fato de querer democratizar o esporte, é muito difícil conseguir democratizar alguma coisa nesse país tão precário, marcado pela desigualdade social!

  22. Bom, eu tenho pouco tempo de estudo comparado com o Vinicius.
    É bem provavel.

    Mas o pouco que eu estudei, talvez não na melhor das universidades e não com os melhores professores, me levam a creer que massificar o esporte deve ser feito por outras vias e não esta do jogo unico, domingo pela manhã.

    Enfim, não lembro de ter visto isso em outros países que o basquetebol é massificado.

    Acredito mesmo em outras propostas.

    Mas devo ver ingenuo, ‘torcedor’ e com pouquissimo estudo.

    Abraço

  23. Herique, eu também não tenho tempo de estudo nessa área ou sequer grande vivência, mas as pessoas que estão trabalhando por isso certamente têm. A questão em nenhum momento foi com você, mas sim com algumas pessoas que não sabem argumentar e já querem esculhambar de uma vez, sem pensar no que pode acontecer. O importante é criticar.

    Gosto da sua visão, mas as vezes discordo. O basquete em outros paises é cultural, no Brasil não. E se Euroliga pode ter final em um único jogo, por que o NBB não pode tentar isso.

    E Roberto, sobre o que você falou de internet, você realmente acha que na maioria do nordeste existe internet com capacidade para assistir um jogo? Em muitas cidades pequenas sequer existe internet… a realidade lá é outra, as pessoas não conseguem visualisar isso.

    Talvez não dê certo, mas talvez dê. E esperem antes de falar, o jogo não termina aqui. Quem sabe não teremos jogos da temporada regular na TV? O xadrez só termina com o xeque-mate. Esse foi só o primeiro movimento de peão.

  24. Vinicius, se voce nao sabe, nessa ultima temporada já tivemos jogos na TV. Realmente gostei da transmissão do SPORTV, mas o que adianta uma pessoa de uma cidadezinha do nordeste(seu exemplo) assistir a apenas alguns lances de 1 jogo de basquete transmitido pela globo??
    A melhor forma de massificar o esporte é criando escolhinhas, para eles conhecerem o esporte, e assim começar a gostar.

    Pego como um exemplo os EUA, onde o basquete é um dos principais esportes. Os jogos não são transmitidos na TV aberta, e ainda assim fazem um grande sucesso, e movimentam muito dinheiro.
    Lá existem quadras de basquete em todas as praças, temos propagandas desse esporte, temos incentivo. Ao contrário daqui que investem 95% no futebol!
    Mas depois não venha me falar que aqui não tem argumento, todos os meus comentários foram baseados em algum ponto da questão.

  25. Roberto, é claro que eu sei que tivemos jogos na SpoTV esse ano. Ao todo, foram 93 transmissões. E caso você não saiba, ao todo, menos de 6 milhões de pessoas assistiram aos jogos, se forem somados os espectadores de todos os jogos. Sabe quantas pessoas assistem a um único programa do Esporte Espetacular? Mais de 30 milhões em um único programa. Diferente, não?

    Sobre criar escolinhas, você acha que alguém vai pra uma escolinha de algo que nunca viu? Você iria a uma escolinha de criket? Badminton? Não, porque nunca viu, não sabe do que se trata.

    Tem argumento, mas não é absoluto. Custa ver o resultado antes de matar um regulamento?

  26. Onde é que eu assino, Rafael…?

  27. Entao tá bom cara, no meio do ano que vem a gente termina esse debate. Sabendo se o jogo pela globo será um fracasso, ou um sucesso de audiencia nacional.

  28. Justo que seja um jogo só. Mais pressão nos jogadores que farão de tudo para ganhar, tornando o jogo mais emocionante. E se o jogo vai ser realmente televisionado em rede nacional ser emocionante é algo que divertirá mais pessoas e divulgará ainda mais o basquetebol.

    Quanto ao longo e árduo trabalho das equipes ser “jogado fora”, eu olho pelo outro lado, dessa maneira o trabalho do único campeão será enaltecido e posto como superior, ou seja dando ainda mais crédito a essa equipe.

  29. Ou seja, não virou loteria coisa nenhuma!!

  30. Roberto,

    Você disse:
    “Pego como um exemplo os EUA, onde o basquete é um dos principais esportes. Os jogos não são transmitidos na TV aberta, e ainda assim fazem um grande sucesso, e movimentam muito dinheiro.”

    Jogos são sim televisionados em televisão aberta, morei lá ano de 2008 e na Tv aberta passavam jogos de desde High School Basketball, até College Basketball, que por sinal era mais acompanhado do que a própria NBA e funciona de maneira parecida à proposta da LNB com uma unica final no fim do torneio “March Madness”.

    Sem “achismos” por favor…

  31. É quando o negócio começa a engrenar, os “cartolas” fazem de tudo pra afundar novamente, uma lástima.

  32. Acredito que as pessoas não conhecem basquetebol por outros motivos e não por não passar na Globo, em um unico domigo de manha.

    Se fosse assim, as pessoas conheceriam esporte nenhum, uma vez que a Globo transmite e ajuda pouquissimo em relação ao que poderia ser feito. Ou so conheceriam Futebol, Formula-1 e Corridas de Rua. Afinal, é quase isso que a Globo transmiti.

    Se a LNB quisesse jogos na tv a aberta, rodadas e cobertura de verdade, acredito que Record, Band, Redtv estavam até dispostas a transmistir. Porém, não sei a qual preço. E claro, isso tem o maior peso.

  33. Esse sistema de jogo único na final seria extremamente injusto,pois o time que se esforçou para se classificar em primeiro lugar não teria nenhuma vantagem,já que a final seria disputada,teoricamente,em quadra neutra,Eu disse teoricamente,pois é claro que alguns times possuem torcida em qualquer lugar que joguem.Tomemos por exemplo um cenário onde a equipe do Cetaf conseguiu ser a melhor colocada na temporada regular,o que daria o direito de fazer mais jogos em casa segundo o antigo regulamento,e nesta final enfrentaria o Flamengo.Alguém aqui acha que o jogo vai ser disputado em quadra neutra?Na minha vissão torcida do Flamengo apareceria em peso na disputa,tirando a neutralidade do jogo,já que por conta do futebol possui vários torcedores espalhados em diversos cantos do país e enquanto o Flamengo reverte o mando de quadra a seu favor a equipe do Cetaf,que lutou para se classificar em primeiro,acaba sendo desfavorecida por conta do novo regulamento.

  34. Ai ai … ninguém pode me criticar por assistir majoritariamente NBA! Eu já li e reli esse texto e outros sobre o assunto e pra ser sincera a fixa só caiu a pouco tempo. Final em um único jogo??? Tá brincando! Repeti e repeti a mim mesma várias vezes para acreditar! De fato o basquete nacional dá ganhando novos e bons rumos, até pq a Globo não se interessaria por massa falida, mas tá demais esse decisão. É simplesmente inacreditável! Num dá nem para comparar uma competição curta com um campeonato nacional. É outra história!!! Realmente, não dá! Cabeças pensantes da CBB nos ouçam, nós fazemos isso por AMOR!!! Aqui ninguém ganha uma moeda furada. É tudo pobre!!! hahahaha Só levando no bom humor gente! É orar, pedir a Deus e esperar. Eu creio que irá prevalecer a final atual!!! Viva o bom senso!

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